A Religião como um conforto psicológico

10 01 2011

A teoria da existência de um Deus prevaleceu durante praticamente toda a história humana. Durante séculos, diversas culturas adoraram diferentes deuses, de diferentes religiões. Todo esse sucesso teológico assenta na necessidade patológica do ser humano em acreditar em algo mais, ter liderança e ter ídolos. A vida, repleta de injustiças e infortúnios, não é uma perspectiva alegre e fácil de encarar para muitos. A religião oferece imensos confortos:

– Deus, sendo perfeito, julgará todos aqueles que cometeram acções moralmente erradas de forma justa, e recompensará os que agiram de forma correcta;
– Quando algo corre mal, não precisamos de nos preocupar: foi Deus e tem um objectivo com que todos vamos ganhar;
– Temos algum problema? Não nos preocupemos. Deus vai ajudar-nos a resolver;
– Quando a justiça humana falha, existe sempre o conforto que aquele que não sofreu castigo em vida, sofrerá em morte;
– A nossa existência não é finita. Após a morte, se nos tivermos comportado bem e se tivermos sido bondosos e caridosos, recebemos uma eternidade de luxo, feliz e com toda a paga pelas nossas boas acções;
– Todos aqueles que amamos e perdemos, estão algures a torcer por nós, e aquando da nossa morte, irão de novo encontrar-se connosco.
– Se fizermos algo de mal, não faz mal. Procuremos ajudar o próximo e compensaremos o mal que fizemos, obtendo o perdão.

Sendo-lhes dada uma hipótese já completamente formulada e confortante, a reflexão e o debate já não existem, ficando a pessoa acomodada à resposta dada pela religião.

Para que a nossa discussão tenha sucesso, é necessário que cada um de nós encare o problema sem preconceitos e ideias predefinidas, procure de facto analisar os vários lados do problema e procure concluir se de facto existe ou não intenção na criação do Universo sendo que, se existe, essa entidade está bem longe de qualquer representação religiosa.

Pensar é uma maldição para a Religião“, R. Dawkins


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38 responses

11 01 2011
Adelaide M.

Deus não oferece conforto pelos pecados, mas sim pelo reconhecimento do errado; Deus não “tapa buracos” nem desfaz o mal, apenas nos mostra caminhos, de diversas formas, como o arrependimento e o perdão.

Certas citações postadas devem ser encaixadas nos seus contextos.

Há muitas teorias a tentar tirar à religião uma máscara que ela não tem.
O problema, é que teorias é quando se sabe tudo e nada funciona, e a realidade é quando tudo funciona e ninguém sabe porquê!

Para criticar algo, é preciso ter também conhecimento a favor acerca do referido, para que depois ninguém venha comentar e deixar-nos sem resposta.

Fico por aqui.

11 01 2011
Adelaide M.

P.S. Só por “curiosidade” para quem frequenta este blog, há uma série de encontros religiosos, sacramentos religiosos, liturgias, dias e períodos festivos em que todos os crentes são convidados a pensar e reflectir temas diversos.

Brincando com filosofia:

Richard Dawkins defendia o cepticismo,
no cepticismo não há certezas em relação à verdade.
Logo, o dito senhor não pode concluir seja o que for.

Daí não ser fiável publicar citações deste senhor.

11 01 2011
Zergui

No catolicismo aprendemos a definição de que religião é a religação do homem com Deus. Religar o quê? O que foi desligado? Por que?

Também nos imputaram de que o homem é imagem semelhante de seu Criador? Muito bem! Suponhamos que isso seja um fato. Mas também fomos ensinados de que Deus criou o céu, a terra e o mar, além de toda a vida existente, tanto no reino vegetal como no reino animal. Seres microscópicos e outros gigantescos para os padrões humanos como são as baleias e como foram os dinossauros.
Onde está a semelhança apregoada? Se fosse fiel essa alegação não teríamos então tamanha diversidade de seres vivos no reino animal, não é mesmo?

11 01 2011
aorigem

Sim Zergui, é uma forma de ver as coisas, realmente vendo dessa forma também não faz sentido, mas há várias maneiras de ver isto, até porque na Religião as controvérsias são muitas, basta procurar! Obrigada pela sua opinião Zergui, será sempre bem-vindo!

12 01 2011
Adelaide M.

O que não faz sentido é este comentário. Religar também significa tornar melhor.
E semelhança não é sinónimo de aparência física.

Pensei nas coisas antes de escrever, por favor…

12 01 2011
Adelaide M.

*Pensem

11 01 2011
aorigem

Cara leitora,

desde já agradeço o comentário contrastante realizado, é precisamente isto que pretendemos com o blog.
O Deus católico oferece perdão em troca de arrependimento, logo oferece de facto conforto pois seja qual for a acção cometida, haverá lugar ao perdão caso haja arrependimento e retribuição pelo mal cometido. Este perdão é reconfortante pois oferece aos crentes não só paz de espírito, mas uma suposta garantia de uma eternidade feliz. Tudo isto, psicologicamente, é um refúgio para a mente humana, que caso contrário viveria atormentada em dúvidas acerca da sua existência e do seu futuro após a morte. É este poder que a Igreja Católica (e todas as outras obviamente) têm sobre os seus fiéis. Basicamente a Igreja Católica possui uma lista de regras que têm que ser cumpridas, caso contrário irá haver um sofrimento eterno por parte do delinquente. Nenhum tipo de castigo judicial, penal ou mesmo popular se compara ao castigo divino, logo qualquer crente irá cegamente seguir a doutrina cristã, pois o castigo é insuportável.
É com base neste controlo que a Igreja Católica tem dominado a sociedade nos últimos séculos, controlando a seu bel-prazer e denominando qualquer não-crente como herege, sujeitando-o a castigos deploráveis como a Inquisição, cujo objectivo era instigar ainda mais medo para que ninguém mais ousasse duvidar do dogma religioso. A Igreja Católica é provavelmente o maior obstáculo ao conhecimento da História da Humanidade, visto que tem já a sua verdade pré-definida e infama qualquer investigador/cientista/filósofo que afirme o contrário. A nossa convicção é que a Inquisição ainda existiria não fosse a evolução mental ocorrida no Ocidente. Ao olharmos para os apedrejamentos públicos no Médio-Oriente, constatamos que não existem grandes diferenças entre estes comportamentos e os comportamentos cristãos de há séculos atrás.
A Igreja Católica perdeu muito do seu poder, mas continua a conseguir desviar a investigação científica, já para não falar no seu constante envolvimento na política. A Igreja Católica é dogmática, no entanto acaba sempre por ser forçada a alterar as suas mensagens por força da realidade (que é de facto o que vemos). A Igreja Católica é hoje contra o casamento civil entre casais homossexuais, o que é bastante irónico visto que originalmente, a Igreja Católica era contra qualquer casamento civil. A Igreja Católica trata hoje a história de Adão e Eva como uma metáfora, o que é irónico visto que há 500 anos se alguém dissesse que tinhamos descendido dos macacos era queimado vivo. Toda a imutabilidade das espécies (o Criacionismo) já foi negada pelo Evolucionismo Darwinista. É interessante que uma instituição de adoração a um ser perfeito tenha que se corrigir tantas vezes, e mudar de posição tantas vezes.
Esta organização é um obstáculo ao avanço científico e por isso é abordada neste blog, para que possamos abrir caminho para a verdadeira investigação empírica. Agradecemos imenso o comentário, e esperamos que não deixe de nos seguir e comentar, para que possamos continuar a debater esta fascinante questão.

Muito Obrigado

12 01 2011
Adelaide M.

Houve aqui algo que agora me captou a atenção.
Primeiro, não vamos pegar na Igreja Católica uma vez que estamos a falar de religião no seu global, e não de uma vertente. E segundo, não voltemos a falar do que não sabemos como, por exemplo, o que referiu em relação aos homossexuais. Afirmou que a Igreja Católica é contra o casamento civil dos mesmo, no entanto, a Igreja apenas não aprova o Matrimónio (união pela Igreja) dos mesmos, já que no casamento civil nem tão pouco se relaciona.
Não vamos falar do que não sabemos.

12 01 2011
aorigem

A referência feita não foi ao Matrimónio, mas sim ao casamento civil. Que de facto não se relaciona com a doutrina cristã, visto ser uma união puramente legal. No entanto, isso não impede a Igreja de tecer considerações acerca da sua validade ou não, sendo que quando o casamento civil foi institucionalizado (aquando da Implantação da República), a Igreja era contra qualquer casamento civil, e agora é contra o casamento civil homossexual. A palavra civil foi colocada no comentário inicial precisamente para evitar a relação com o matrimónio, relação que a cara leitora fez na mesma. Não houve qualquer menção ao Matrimónio no comentário. E quanto à união civil, seria bom que fosse algo que a Igreja considerasse fora da sua área de intervenção, mas não o faz, tal como não o faz em relação por exemplo à liberalização do aborto. Daí a observação.

28 04 2013
gtm

Aorigem, hoje mesmo estava conversando com o meu irmão sobre o porquê das pessoas não prestarem atenção ao que leem, porque se de fato o fizessem questionariam-se sobre as razões da existência. Acho de difícil compreensão entender o motivo da humanidade acreditar em fatos tão contraditórios e sem comprovação e colocar em dúvida preceitos da física quântica, por exemplo. Sem citar a evolução das sociedades que ocorrem em espaços de tempos tão maiores que a existência do próprio homem que a vive… Chegamos a conclusão que pensávamos de mais e éramos loucos. Enfim, sinto-me grata em saber que não estamos sós.

11 01 2011
Zergui

Sou católico de batismo. Meus avós efetuaram inúmeras doações em dinheiro e dedicaram muito trabalho voluntário à igreja. Mesmo assim, o padre da época ludibriou-os e eles acabaram comprando uma “cadeira no céu”. Muitos outros paroquianos, mais abastados, eram convencidos a comprar “terrenos no céu”.
Isso ocorreu a uns 60 anos.
Muito tempo antes disso ocorreram as Inquisições, as Cruzadas, a queima de “hereges” em fogueiras.
Medo, coação, terrorismo, chantagem, engodo. A lista de atitudes promovidas por apenas uma das religiões existentes é enorme e inacreditável para os padrões atuais.
No entanto, “nos padrões atuais” vemos uma proliferação crescente de igrejas, seitas e outros ajuntamentos ditos religiosos que têm em seu bojo, me parece, apenas um objetivo: arrecadar bens e dinheiro, muito dinheiro.
Fazem de tudo para arrebanhar os crentes, os fiéis, os incautos, os desesperados. Como uma teia gigantesca; quem nela cai, perde sua seiva vital, isto é, seus recursos financeiros.
Religião para mim é isso. Um comércio em que as pessoas ignorantes são exploradas e ludibriadas pois nada recebem por sua fé em algo abstrato, apenas palavras vazias lançadas ao vento, algumas em tom grave, outras aos gritos e delírios.

11 01 2011
aorigem

Apesar de tentarmos não ter ideias predefinidas ao abordar esta questão, não podemos fugir a factos óbvios. E o óbvio é que, realmente, a verdade está muito perto disso. Tudo, ou quase tudo se resume ao que é material. Fé, crença, orações, doações. Tantas palavras bonitas para se resumir a uma só: dinheiro. Agradecemos pelo seu comentário, foi bastante construtivo. Continue a visitar-nos e a dar-nos a sua opinião sobre os assuntos que rodeiam esta tão interessante questão!

11 01 2011
Zergui

Finalizando os comentários, mas não o assunto, por que existe o Universo se para os seres humanos a “verdade” é de que apenas no planeta Terra existe vida inteligente?

Por que existem infinitas estrelas, que sabemos são sóis, ao redor dos quais orbitam planetas, assim como em nosso sistema solar? Seriam apenas para que nós, os “inteligentes” possamos olhar para cima e declamar poesias?

O gigantismo do Universo é inimaginável para os padrões dos não estudiosos, os enredados pelas palavras de padres, pastores e outros “representantes de Deus”.

No entanto, bem perto de nós, terráqueos, temos as profundezas marítimas de onde os tsunamis buscaram espécies vivas desconhecidas. Quem as criou, foi Deus? Para quê? Pelas fotos que circulam na Internet vemos que não têm a menor semelhança com o ser humano, portanto seriam seres com aspecto diferente de Deus. Voltamos ao círculo vicioso.

Ainda poderiamos citar algo palpável que é a vida microscópica de vírus, bactérias e congêneres. Sabemos que existem, o Homem construiu equipamentos que os visualizam, e os mesmos provocam doenças que ceifam a vida dos humanos, dos animais e das plantas. Qual a finalidade da existência desse tipo de vida? O que diz a religião a respeito?

Os mistérios são incontáveis. As respostas a tantas perguntas não nos são oferecidas. E por ninguém saber o que dizer, criam lendas, tabus, “ensinamentos”, enganações, com o único propósito de lograr o próximo.

Ou será que eu estou enganado?

11 01 2011
aorigem

É inacreditável os caminhos que se podem seguir para contrariar a tese cristã. Já para não falar nas inúmeras semelhanças entre o nosso credo e dezenas de outros pré-existentes (este tema pode ser aprofundado no post Zeitgeist).
Muito obrigado pelos comentários, esperemos que continue a acompanhar o blog e que continue a deixar a sua muito válida opinião.

11 01 2011
Andressa

Sou católica, e apesar de tudo, digo que de certa forma você tem razão. Não sou cientista, nem astrônoma, nem inteligente o bastante para debater esse assunto com você, que deve ser especialista.
Mas se a Igreja católica realmente faz tudo o que você disse, se ela realmente oferece conforto, qual é o problema em aceitar esse conforto? Afinal, como você mesmo disse nos comentários, o castigo é insuportável.
É verdade que é da natureza humana buscar respostas, mas também é dessa mesma natureza buscar o prazer.
Sim, existem inúmeras “Igrejas” com o único objetivo de lograr as pessoas, mas não existem APENAS Igrejas assim. A Igreja católica prega o evangelho e oferece conforto para que as pessoas sejam FELIZES.
Afinal, não há um só ser na Terra que não busque a felicidade. E, se nessa busca a crença em Deus estiver incluída, paciência.
Obrigada. Adorei seu blog.

11 01 2011
aorigem

Mas Andressa, qual é a sua definição de Felicidade? Isso varia de pessoa para pessoa, mas na generalidade, as pessoas acabam por achar que se sentem mais felizes sabendo a realidade! É verdade também que o ignorante é feliz, não chamando ignorante às pessoas que acreditam na Religião, mas isso é uma escolha de cada um. No entanto, se a pessoa não se importa de ser feliz baseando-se naquilo que a Igreja prega, independentemente da sua veracidade, então quem somos nós para contestar? Não é preciso ser especialista para falar connosco, é preciso ter opinião e gosto no assunto, coisa que a senhora tem. Obrigada pelo seu comentário, agradecemos por ter gostado do nosso espaço. Será sempre muito bem-vinda!

12 01 2011
Adelaide M.

Caros aorigem, a vossa interpretação ao comentário referido não foi bem feita. Na Igreja aprendemos “dicas” para caminharmos no sentido da felicidade, não é a Igreja que nos leva ao colo. Parece-me uma grande falha vossa, não só neste comentário mas no geral, vocês estarem a violar direitos de expressão. São mais inteligentes que isso.

12 01 2011
William

Quem nao tem tempo pra Deus nao tem tempo pra nada, essa vida é somente uma passagem, quem nao acredita nisso, paciencia… leia a biblia, sei la… hipocritas…

12 01 2011
Zergui

Como o endereçamento hipócritas está no plural, penso ter sido homenageado. Agradeço pela consideração.

Li todo o Novo Testamento e fiz estudos bíblicos durante muitos anos, até o ponto em que fui “admoestado” por perguntar se o dilúvio teria sido mesmo universal ou apenas uma grande inundação dos rios Tigres e Eufrates na antiga Mesopotamia. A carta recebida dos Estados Unidos (moro no Sul do Brasil) abriu meus olhos para outra realidade, diferente da que eu estava sendo induzido.

Tornei-me um céptico.

De que forma aquela civilização, que não tinha a comunicação global existente nos dias hodiernos, poderia afirmar ser um evento climático (a enchente) em todo o planeta? E a logística? Se foram embarcados na Arca de Noé um casal de espécimes de cada raça, do que se alimentaram as feras carnívoras?

Afinal quem escreveu a Bíblia? E o alcorão? Por que os cristãos são considerados de infiéis pelos muçulmanos?

Que nossas vidas são efêmeras, passageiras, de curta duração, isso é ponto pacífico. Qual a finalidade de nossa existência por tão pouco tempo (leia-se 60, 70, 80 anos)?
Por que muitos seres vivem muito menos tempo que isso? Alguns perdem suas vidas em poucos anos (1, 2, 3 anos) ou em poucos meses, ou até em poucos dias. Por que?

E os que são removidos do ventre materno já sem vida, sem tempo para Deus, sem tempo para ler a bíblia, qual o significado disso?

Por que, na bíblia, Ezequiel descreve os quatro seres que surgiram em roda de fogo, todos com quatro rostos, semelhantes ao homem, ao leão, ao boi e à águia, com asas e pés como as do bezerro? Qual a explicação para isso, caro William?

12 01 2011
Adelaide M.

Caro Zergui, mesmo não tendo passado leitura em todos os seus comentários (não foi necessário), é demasiado fácil perceber que é ignorante no que diz respeito a religião, espantou-me logo no início utilizar “religião” como verbo! Diga-se ainda que a definição de religião que apresentou é de Wikipédia e não de Igreja. Use as palavras no seu sentido próprio, seja coerente nas ideias e sábio no conteúdo. Nestes debates tem credibilidade quem fala do que sabe, e não que é irónico por falta de conhecimento da matéria referida. Parece-me ainda estranho vir aqui afirmar-se como céptico porque, sendo assim, não tem conclusão acerca de coisa alguma, então não está aqui a fazer nada (ou não sabe o que quer dizer “céptico”???). Há que ter cuidado com a imagem que passamos, e ser humildes nas palavras.

Andressa e William, não sei que religião praticam, nem é importante saber aqui; acontece que, por Deus, estamos todos ligados, e não existe melhor harmonia que essa. Se há algo com que não possamos ficar ofendidos, é com teorias, muito menos apresentadas neste blog, porque não são destes jovens, mas sim de quem as escreveu. Ou seja, eles próprios não apresentam uma, apenas se centram nas dos outros (atenção, nada contra, eu própria amo leituras com milhares de anos!!). Quanto a dizer-lhes para lerem a Bíblia, também não me parece uma boa ideia, uma vez que não vão perceber o seu conteúdo, principalmente porque não o querem perceber.

Caros criados do blog, lamento desde já a vossa falta de conhecimento acerca desta matéria, sempre pensei que quisessem aprender sobre religião de modo a apresentarem aqui um “blog de luxo” e comentários produtivos. Se não sabem responder às pregações, não o façam, só vos ficava bem agradecer essas matérias cá. E, por favor, não coloquem afirmações acerca de Deus, que partem do vosso pensamento e nao da Doutrina da Igreja. Volto a repetir, há que ter humildade. Realço ainda que para entender um tema bíblico, tem que se ver tudo o que a Bíblia nos diz a respeito do mesmo. Não basta levar em conta somente uma passagem bíblica. A respeito dos critérios para interpretar, é difícil saber se os protestantes não os conhecem ou não os aceitam. o que é fácil notar é que não os aplicam, e por isso mesmo caem em muitos erros, difamam e criam equívocos.
É de lamentar também que tenham tomado uma posição ignorante em relação à religião, uma vez que nem se deram ao trabalho de se colocarem dos dois lados. Fico até sem vontade de cá comentar porque, na realidade, vocês nem o querem.

Caro Zergui e aorigem, não sabem, perguntem. Não inventem.

12 01 2011
Zergui

“Parece-me uma grande falha vossa, não só neste comentário mas no geral, vocês estarem a violar direitos de expressão. São mais inteligentes que isso.”
“Caro Zergui, mesmo não tendo passado leitura em todos os seus comentários (não foi necessário), é demasiado fácil perceber que é ignorante no que diz respeito a religião, espantou-me logo no início utilizar “religião” como verbo!”

Prezada Adelaide!
Para chegar-se a uma conclusão acerca das habilidades ou conhecimentos de uma pessoa, é mister o convívio mútuo por longo período ou, ao menos, uma busca por informações pormenorizadas acerca de um indivíduo de quem se pretenda oferecer opiniões pessoais. E isso não é infalível.

O que fez a senhora? Julgou desnecessário ler todos os meus comentários para logo taxar-me de ignorante. Como se fosse onisciente, detentora da única verdade existente dentro da sociedade civilizada.

Desrespeitou, com isso, o que apregoou no comentário endereçado a Andressa, em que cita a violação ao direito de livre expressão.

Por um acaso você julga-se encarnada em um deus? É a única pessoa sapiente, detentora exclusiva dos conhecimentos ditos religiosos e divinos?

Caso a senhora tivesse se preocupado em verificar a quem estaria chamando de ignorante, teria percebido que não sou assim tão jovem como imagina, isso segundo os padrões humanos de idade. Além disso, ao chamar esse espaço de “blog de luxo” parece que é a primeira vez que se conecta à Internet; não tem a menor noção do que escreveu.

Mais ainda, caso não fosse uma pessoa que parece estar com o raciocínio tolhido por uma manifestação raivosa contra quem, pretensamente, atingiria os seus próprios interesses, repito, os seus próprios interesses, teria simplesmente digitado o meu nome, Zergui, no Google, para saber quem está comentando nesse espaço.

Lá a senhora constataria que eu tenho comentários que já se contam aos milhares, em diversos blogs, jornais, revistas e colunistas. Também perceberia que alimento ativamente cinco blogs de conteúdo diverso, além de ser cadastrado em mais de uma dezena de comunidades sociais e de notícias (twitter, facebook, diHITT, ning, linked, etc.).
E não teria nenhum equívoco porque, no Brasil, a Internet refere-se só à minha pessoa.

A senhora perceberia também que sou articulista de jornais que atingem uma população aproximada de 500 mil pessoas.

Se com esse “currículo” a senhora me taxa de ignorante, imagine como se expressa para os leigos.

Eu não sou obrigado a submeter-me aos caprichos de pessoas como a senhora, que, me parece, são daqueles pregadores que alugam uma casinha em uma ruela qualquer, colocam uma faixa de pano barato escrito “igreja disso ou daquilo” e passam a arrebatar, a conclamar os fracos de espírito para suas “orações”, as suas pregações de fundo de quintal.

Parece-me que, quando tocamos no assunto religião usada apenas para amealhar recursos financeiros, tocamos fundo na ferida fétida e purulenta.

E quanto à menção do Wikipédia, enganou-se. Eu tenho excelente memória e fui ensinado, em escola de irmãs católicas, de que religião significaria o verbo religação.
Não vem ao caso mas, acrescento ainda, de que fui coroinha e, mais tarde, participei do coral da igreja onde fui batizado. Isso até o momento em que o padre engravidou uma das participantes do coral, que foi então desfeito e o padre expulso da paróquia.

E são esses os seres que estão em nosso meio para “pregar a palavra de Deus”. Pedófilos, tarados, estelionatários da crendice humana, que não se preocupam realmente com as mazelas espirituais de seus semelhantes; distribuem algumas palavras de esperança, de otimismo, como qualquer psicólogo ou pessoa bem intencionada poderia fazer, e depois cobram o dízimo, a doação.
São seres humanos, assim como eu e a senhora (ou não seria humana?), se auto-denominando representantes de Deus, detentores da “propriedade” da palavra divina, mas que, na verdade, comem, bebem, defecam e urinam assim como qualquer um de nós. Exceção dos enfermos, que usam acessórios para desfazer-se de seus excessos fisiológicos.

A senhora participa, aqui nesse espaço, como se fosse a deusa da sabedoria. Rechaça, inclusive a leitura da Bíblia Sagrada que é o guia espiritual de milhões de seres humanos.

Deixo-lhe apenas uma pergunta: – Ao olhar-se em um espelho, a senhora consegue dizer que não é uma pessoa ignorante?

12 01 2011
Adelaide M.

Caro Zergui, começando do início, o comentário não era endereçado a Andressa, mas sim aos criadores do blog.
Depois, não classifiquei o espaço como “blog de luxo”, disse que, no início e conhecendo alguns dos interesses de um dos criadores, julguei que se iria assemelhar a um espaço produtivo, por essas palavras.
Ao contrário do que pensa, conheço sim quem posta estas publicações

Não me acho detentora de coisa alguma, assim como deveria acontecer com toda a gente.
Não tive qualquer interesse em pesquisar o seu nome na internet, assim como não tive qualquer intenção de o atingir. Visto que se trata de um blog criado por estudantes, dentro de um projecto do secundário, não vejo qual o interesse em lhes deixar o meu CV.
Respeito-o, assim como respeito qualquer desconhecido com quem me cruze. No entanto, não percebo o porquê de tantas acusações. Sou da opinião que cada um deve defender os seus idéais com bons argumentos em vez de acusações ao estilo de vida de cada pessoa.

Não, não alugo casinha nenhuma em ruelas e muito menos lhes coloco rótulos. Felizmente, estudei, tenho vivenda, tenho também espelhos sim, e quando olho vejo uma pessoa humilde que não perdeu a vontade de aprender. E o senhor, vê o mesmo?

Sabe, de facto pareceu-me mesmo ignorante no que diz respeito a religião, alguém que sabe os verdadeiros pontos fracos não pegava nos exemplos que o senhor deu como exemplo. Sou cristã, não interessa qual a vertente e, no entanto, também já possuí um blog com várias críticas à religião, onde poucos souberam comentar de verdade.

Pouco ou nada me interessa o seu CV, trabalho com muitas pessoas da sua área e nunca vi nenhum exaltar-se assim num comentário. Para quê tanta justificação? Eu não perguntei nada.
Era desnecessário tanto insulto, acabou por fugir ao interesse do blog no estudo deste miudos.

Quanto à pedofilia na Igreja, existiu sim, assim como corrupção e muitos outros crimes. No entanto, o mesmo acontece em tantos outros sítios e ninguém fala. Ninguém é perfeito. Eu estou longe de o ser. E o senhor?
Não deixo de achar que lhe faltou humildade. Posso ter a minha escrita diecta demais, mas nunca deixo que valores como esse me faltem, principalmente com quem não conheço.

O meu mail vai anexado, não me parece de interesse certas discussões num espaço de estudo secundário.

12 01 2011
Adelaide M.

P.S. Falha minha, em relação ao e-mail.
No entanto: adelaidenad@gmail.com meu contacto, disponha.

12 01 2011
aorigem

Caros leitores, agradecemos a efusividade dos comentários, mas pedimos que estes não se tornem pessoais. Duas coisas devem ser ressalvadas:

Primeiro, a leitora Adelaide refere que se sente sem vontade de cá comentar pois nós não queremos. Isto é obviamente falso, visto que qualquer comentário é sempre recebido com enorme satisfação, e desde logo incentivamos a que não deixe de comentar quando sentir necessário.

Segundo, todo este post tem como objectivo tratar da religião como um conforto psicológico. Obviamente a Igreja Católica será a mais referida, pois estamos inseridos numa sociedade maioritariamente católica, no entanto esta tese poderá ser transposta para qualquer outra religião, todas se baseiam no mesmo. As religiões pegam naquilo que o Homem não compreende, dão uma resposta, e depois aproveitam-se da submissão dos fiéis para obter dinheiro e poder. Isto insere-se no tema do blog visto que para chegarmos a algum lado nesta investigação, precisamos primeiro de analisar a religião organizada, visto ser onde a maioria das pessoas busca paz de espírito e coordenação. É referido que a religião não leva as pessoas ao colo. Permita-me discordar. A doutrina cristã é bastante explícita, é quase uma directriz de morais e bons costumes. Logo leva as pessoas ao colo. Outras doutrinas religiosas são ainda piores. É interessante que considere as regras cristãs dicas. Como se a Igreja Católica fosse um conselheiro. Pois bem, há não muito pouco tempo, quem não seguia essas dicas acabava acusado de blasfémias e heresias, e por vezes queimado em praça pública para que todos pudessem ver no que resulta não seguir as “dicas” cristãs.

Muito Obrigado pela leitura

12 01 2011
Adelaide M.

Pois bem, aorigem…
O que afirma não é, de todo, verdade.
Chega de tertútilia cor-de-rosa.
Tenham uma boa nota no projecto.
Cump.

13 01 2011
Zergui

Temos aqui no Brasil a língua que é chamada de portuguesa. Praticamente igual à utilizada em Portugal. Muitas palavras, por aqui, têm um sentido ambíguo, sendo que, normalmente, uma das interpretações é pejorativa.

No momento em que fui brindado com uma expressão que me pareceu ofensiva, reagi de forma contundente, de acordo com meus princípios.

Um de meus blogs (www.zerguipfleger.blogspot.com) trata de assuntos políticos e de cidadania. Nele eu expresso minhas opiniões contra a podrirão que infesta as instituições brasileiras, em especial a do legislativo e a do executivo, que vão carcomendo minha Pátria que tanto amo e defendo. Recebi dezenas de comentários de apoio às minhas manifestações e outros tantos impublicáveis, além de anônimos.

Respondi sem pestanejar e de peito aberto, como é do meu estilo que, por sinal, está descrito no perfil de todos os blogs ativos: “Normalmente sou gentil; às vezes sou contundente”.

Para mensurarem o quanto me sinto responsável pelo que escrevo e publico, em outubro/2010 esse blog recebeu 4.737 visitas, sendo 130 de Portugal, segundo o Google Analytics.

Quero com essa introdução expressar que, de forma alguma, eu pretendi atingir a pessoalidade de quem quer que seja. O meu debate é no campo das ideias, das opiniões. E eu tenho opinião própria formada sobre muitos temas, principalmente os polêmicos. E não me omito em externá-la. Não para coagir outros a que sigam meus ideais; são apenas paradigmas que dispinibilizo, gratuitamente e sem pretensões ocultas.

Para mim, estou exercitando a cidadania, enriquecendo meus conhecimentos e, por que não dizer, oferecendo um pouco de meu discernimento, de minha experiência, a quem quiser por bem utilizá-los.

Tenho vários amigos portugueses, virtuais, cuja comunicação é feita por e-mail e pelo Facebook. Pareceu-me, por conseguinte, estar esclarecido que a apresentação do material contido no blog “Aorigem”, se trataria tão somente de um trabalho escolar de alunos do secundário.

Não há desmérito algum para isso. O assunto, inclusive, me parece complexamente sofisticado para ser debatido por mentes em formação, ainda distantes de atingirem a maioridade civil (que aqui no Brasil é de 21 anos).

Me espanta discutirem algo, de forma que poderia ser chamada “tão natural”, que gerações inteiras de nossa civilização sequer se atreveram a formular indagações como as contidas no material oferecido; seriam, ratificando os dizeres acima, queimados vivos como hereges.

Por outro lado, no meu entendimento, o debate propicia crescimento, amplia os horizontes do pensamento, forma opiniões arraigadas, amadurece a mente humana. Desde que, é lógico, haja uma interação com vistas a integrar um grupo, com espírito harmônico e de respeito recíproco.

Se para alguns, uma discussão com assunto de tão alto nível não passa de uma brincadeira, em que os participantes podem ser objeto de comentários jocosos, pouco ou nenhum resultado positivo será alcançado; muito antes pelo contrário, já que tais atitudes nada mais serão do que bullying escolar, e que redundarão em malefícios para a carreira estudantil e da própria vida futura de alguns.

Espero, sinceramente, ter contribuído, através de minhas considerações, a que obtenham um resultado positivo no projeto. Não uma boa avaliação escolar, mas um projeto de vida em que se pense no porquê estamos despejados nesse planeta, contribuindo com sua preservação ou destruindo os mananciais da Natureza. Que pensem no que todas e cada uma das pessoas que interagem, durante a exitência corporal de cada um de vocês, podem fazer para mudar a inexorabilidade do fim de nosso lar como o conhecemos.

Pensem nisso, por si próprios, e decidam o que fazer pelo bem estar da coletividade.

13 01 2011
aorigem

Caro Zergui e restantes leitores, somos de facto 4 jovens com 17, 18, 19 e 19 anos e sim, este projecto está inserido numa das nossas disciplinas porque achamos que o devíamos fazer por mera conveniência. No entanto, o nosso projecto é independente e tudo aquilo que publicamos aqui é fruto de investigação e recolha de dados somente por nós realizada fora do espaço escolar. Fazemos reuniões semanais em locais pertencentes a elementos do grupo para debater o assunto e preparar e filtrar dados recolhidos. Que fique bem claro que este blog é alimentado por puro interesse acerca do assunto da nossa parte, pondo desde já de parte a obrigação de isto pertencer a uma disciplina. Este projecto, antes de ser inserido numa disciplina, era um projecto pessoal nosso e será continuado após concluirmos a disciplina. Cabe a cada um analisar se somos ou não capazes de o suportar, no entanto não há muitos “miúdos” como aqui já fomos designados, a conseguir lidar com estes assuntos nem a suportar blogs como este. A quem o faz, agradecemos-lhes por todo o mérito que nos atribuem

13 01 2011
vanessa alves

Há que ter humildade ( coisa que fica sempre bem mas que nem toda a gente tem a capacidade para a entender e suportar ) para tecer comentários. E mais do que humildade, há que ter inteligência. Duas coisas muito importantes. Mas o maior cego é aquele que não quer ver. Mas isso não sou eu que digo, é o velho ditado… adiante.
O que aqui é de todo aprazível de salientar, é que este é um blog de descobertas. Válidas, justas, coerentes e livres.
Quem estiver disposto a perder tempo a comentar ou tão simplesmente a ler palavras escritas por “miúdos”, que tenha a sensibilidade de perceber que este espaço reqer algum cuidado e esse cuidado tem de ser apresentado pelas nossas palavras. Ninguém é dono da verdade e ofender, é feio. Nem tão pouco temos esse direito perante uma busca feita por outros. Há que perceber onde nos encaixamos e qual é o nosos papel. Opiniões saõ bem vindas, quando são bem formadas. Educação, acima de tudo. Cabe no bolso de todos e não se paga. Arrogância, é meramente a expressão de quem nada sabe refutar.

Respeito, sff.
Existe um trabalho a decorrer.
Existem respostas a nos serem oferecidas humildemente.
Então, humildemente correspondamos.

14 01 2011
Zergui

Estou com quase 57 anos de idade, conforme pode ser ratificado em meus espaços virtuais.
Tive uma educação muito reprimida (meu pai era militar e não permitia nem que eu assoviasse em casa) o que me tornou uma pessoa muito tímida e retraída.
Educamos nossos filhos (hoje com 31 e 25 anos) de forma mais livre, impondo, porém, os limites para o convívio respeitoso dentro da sociedade.

A televisão brasileira, ao contrário disso, deturpa os valores morais, dificultando sobremaneira que uma educação conservadora, de acatamento às regras para harmonia social, prevaleça em sua integridade.

É muito difícil educar uma criança no Brasil, ainda mais com os escândalos e com o gigantesco incremento da corrupção ocorrido nesses últimos oito anos da administração do PT, partido ao qual eu fui filiado e, inclusive, candidato a vereador em minha cidade.

Valores morais, a sustentabilidade da família, o patriotismo, tudo isso vem sendo ridicularizado, atacado, menosprezado. Cada vez mais.

Devido a alguns cliques no mouse, por outro lado, a Internet colocou-me em seu meio.

A partir disso e, logo em seguida, inteirando-me da confirmação de informações a mim trazidas sobre o blog que estou apreciando muito estar, penso eu, contribuindo com algumas inserções, surge novamente, no recôndito de minha mente, uma indagação que se repete (houve fatos marcantes anteriores, inclusive de suma gravidade):
– O que fez com que eu encontrasse “Aorigem”, interessasse-me por seus assuntos, sem a mínima idéia de que poderia tratar-se de um projeto escolar (ou de um grupo juvenil), para nele expressar minhas convicções acerca de tema que não se tem uma resposta técnica ou científica definitiva?

Eu não conheço o desfecho.

Talvez seja o inconsciente que queira encontrar novos subsídios para, quem sabe, encontrar alguma dica, uma réstia luminosa, um caminho que nos conduza ao conhecimento dos motivos de estarmos por períodos dos mais variados aqui na Terra.

Cada ser, único em sua constituição metabólica (DNA, impressão digital, íris, etc.). Quais os objetivos de vida de cada um de nós? Por que nosso corpo (que é mera ferramenta para realizações laborais e de perpetuação da espécie) surge, se desenvolve (distintamente) e, mais adiante, transforma-se em elementos químicos desagregados, servindo de alimento para saprófitos?

E nosso espírito, nossa capacidade de pensar, o que é feito disso?

Não se conhecem as respostas.

Finalmente o âmago desse comentário:

Para tentar sanar tais e tantas outras dúvidas surgem as religiões e a Ciência.

Os pregadores, repetindo escritos milenares, muitos tentando adaptá-los à modernidade com cantorias, abraços e outras demonstrações coletivas.

Já os cientistas apresentam versões que, mais adiante, são substituídas por outras mais “confiáveis”. Até gigantescas somas de dinheiro, que poderiam acabar com a fome de todos os habitantes do planeta, foram gastos em um acelerador de partículas para provar teorias (Ou teriam propósitos ocultos?).

Em quem acreditar?

A religião serve de conforto? Eu reconheço que, para uma grande parcela da humanidade, pode sim aplacar a ânsia de descobrir as origens e o destino final.
Mas, a que preço? Com qual consistência? Qual das religiões, qual dos representantes de cada igreja, seita ou algum outro ajuntamento religioso carrega em seus ensinamentos a verdade absoluta?

Interpretações dúbias, hipnotismo de massas, fanatismo religioso, chantagem emocional, terrorismo (os que explodem bombas colocadas em seu corpo “serão recompensados com dezenas de virgens no paraíso”). Temos tantas formas de entendimento, tantos rumos a serem trilhados e tantas dúvidas.

Onde está a verdade?

Se a ciência descobriu, por que continua investigando?

Vocês, caros jovens projetistas e blogueiros, têm uma árdua tarefa em suas mãos e para suas mentes. Será que conseguiriam responder convictamente a cada uma das questões lançadas, indicando o norte definitivo para extinguir a ignorância humana sobre sua existência?

A religião, para mim, por derradeiro, é um paliativo para conter a aflição da maior dúvida da civilização humana. É o copo de aguardente ingerido para esquecer a dor por um amor perdido. Seus efeitos cessarão, mas o ente amado não voltará depois disso e a dor persistirá, até que seja substituída pelo esquecimento ou o surgimento de um novo amor (ou uma nova religião, com novas esperanças).

O mais cômodo é não tentar descobrir essa resposta que talvez nunca seja descoberta. Enquanto isso, uns continuam se embriagando com as palavras repetidas aos seus ouvidos, por semelhantes que podem até acreditar no que estão pregando, mas que também não conhecem outra justificativa a não ser a de que Deus nos criou.

14 01 2011
Zergui

Algumas outras dúvidas ou “uma história sem fim”:

Se foi Deus que nos criou, quem criou Deus?

E quem criou o criador de Deus?

E quem criou o criador do criador de Deus?

14 01 2011
aorigem

Caro Zergui, é de facto uma árdua tarefa, mas também uma tarefa extremamente satisfatória quando temos leitores como o senhor. Agradecemos imenso o acompanhamento e os comentários deixados, e pedimos que o seu acompanhamento continue. Muito Obrigado.

21 10 2011
Luis Horz

Não tenho duvidas sobre a evolução, e vou além, de ser possível sim a criação ter havido de fato dentro da linha evolutiva, como hoje fazemos com melhoramento genético em qualquer espécie, animal ou vegetal. Enfim, Adão e Eva existiram sim. Não temos certeza pra que fins. Também não sabemos se o “DIVINO” cometeu um erro geneticamente divino ou proposital e nos concedeu a razão e a lógica quando houve o divisor do antes da interferencia “DIVINA” e o depois. Antes éramos meros primatas confinados neste Planeta e depois uns com o uso da razão e da lógica a que lhes foi concedido começaram a formular perguntas a si mesmos e descobrindo que o DIVINO tentou corrigir o seu “erro” ou “propósito” tentando atrofiar nosso cérebro com essa fantástica história da criação. Que de fato funcionou na maior parte da história e na maioria da população humana. Lamentável, porque somos sim capazes de sermos muito mais felizes sem os medos, afirmações e regras absurdas transformando o ser humano em algo manipulável. Não precisamos de nem um deus pra sermos éticos, moraes e respeitosos com o próximo.
Luís Hörz
Macapá, 20 de outubro de 2011.

14 01 2011
Zergui

Prezados componentes do blog “Aorigem”.
Agradeço por estarem recebendo minhas colocações de tão bom grado. Fico feliz em saber que meus escritos não são simplesmente ignorados. Talvez possam ter utilidade.
Dentro de dois dias, no entanto, ausentar-me-ei da cidade, indo acampar em local ermo, sem Internet.

Ao retornar, no entanto, retomarei a visita ao seu interessante espaço de discussões, para avaliar se ainda posso contribuir com mais algumas palavras.

Um forte abraço e felicidades a todos.

14 01 2011
aorigem

Será, obviamente, sempre bem-vindo. Muito obrigado

16 01 2011
Leonardo

Acho que se os pais não induzisem os filhos perante a idéia da existencia de um deus, creia que apenas na dedução lógica ao longo da vida, todos poderiam responder a pergunta da existencia de um ser criador. E com certeza seria “Não”

16 01 2011
aorigem

Exactamente e essa ideia persiste entre nós. A religião será então mero fruto do senso comum que circunda o ambiente em que se está inserido. Obrigado pela sua contribuição, será sempre bem-vindo

16 09 2011
rodrigo

Imagine um vilarejo de pessoas sem religião, seriam elas infelizes desorganizadas por não ter fé. Provavelmente sim, pois sem algo para acreditar o homem não tem algo a temer. Agora porque sempre temos que temer algo. Porque para andar no caminho certo temos que saber que também existe o lado errado e as pessoas estão livres a escolher e assumir as consequencias do caminho percorrido. Assim como foi dito as crenças são beneficas a uma sociedade pois delimitam limites do que se pode ou nao fazer. Sem essa ordem esse pensamento do bem, a cooperacao e ajuda ao proximo poderia não existir.O ser humano nasce vive e morre e nesse caminho tomo mundo leva algo que não só a historia de sua vida, mas a razao de ter vivido, que é diferente pra cada um de nos.

24 10 2011
Luis Horz

Não tenho duvidas sobre a evolução, e vou além, de ser possível sim a criação ter havido de fato dentro da linha evolutiva, como hoje fazemos com melhoramento genético em qualquer espécie, animal ou vegetal. Enfim, Adão e Eva existiram sim. Não temos certeza pra que fins. Também não sabemos se o “DIVINO” cometeu um erro geneticamente divino ou proposital e nos concedeu a razão e a lógica quando houve o divisor do antes da interferencia “DIVINA” e o depois. Antes éramos meros primatas confinados neste Planeta e depois uns com o uso da razão e da lógica a que lhes foi concedido começaram a formular perguntas a si mesmos e descobrindo que o DIVINO tentou corrigir o seu “erro” ou “propósito” tentando atrofiar nosso cérebro com essa fantástica história da criação. Que de fato funcionou na maior parte da história e na maioria da população humana. Lamentável, porque somos sim capazes de sermos muito mais felizes sem os medos, afirmações e regras absurdas transformando o ser humano em algo manipulável. Não precisamos de nem um deus pra sermos éticos, moraes e respeitosos com o próximo.
Luís Hörz
Macapá, 20 de outubro de 2011

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